Seguros

Seguro automóvel sem franquia, o que é?

O seguro automóvel sem franquia pode ser uma opção para alguns consumidores. Saiba o que é, quais as vantagens e desvantagens em caso de sinistro.

Rui Aspas Rui Aspas , 1 Setembro 2019

O seguro automóvel é de caráter obrigatório e inerente a ele existem muitos planos de cobertura associados. Parte integrante do seguro automóvel é também a possibilidade de o fazer sem franquia. 

Mas será que compensa? Quais as vantagens e desvantagens de o fazer?  

Antes de mais importa referir para que serve de facto um seguro sem franquia associada. Um seguro automóvel onde não existe uma franquia associada é o oposto claro dos que já contemplam esta vertente.

Num seguro com franquia vai existir sempre um montante que ficará a cargo do tomador e titular do seguro, e em caso de acidente a culpa é nos atribuída. Contudo, num seguro sem franquia, e em caso de ocorrer uma situação semelhante à referida, cabe à seguradora assumir por completo os danos causados.  

Relativamente ao termo franquia, ele designa o montante que é previamente acordado numa apólice de seguro onde o segurador é ilibado de qualquer responsabilidade na hipótese de causa de danos e/ou prejuízos total dos objectos segurados. Por outras palavras, a franquia é o que fica sob a responsabilidade imputada ao titular do seguro no caso de acontecer um sinistro. 

No fundo, isto significa que os pagamentos dos danos causados fica não só a cargo da entidade seguradora como também ao cliente.

A não ser que este último faça um seguro automóvel sem a existência de franquia, onde em caso de sinistro não terá de suportar qualquer tipo de custa sobre os danos causados.  

Aqui as vantagens relacionadas com a celebração de um contrato de seguro automóvel com a existência de franquia associada estão diretamente relacionadas com o valor do prémio do seguro estabelecido. 

Este pode ficar mais reduzido caso o tomador do seguro assuma uma parte dos prejuízos, possibilitando assim às companhias seguradoras diminuir e reduzir a sua estrutura de custos, uma vez que os acidentes cujos danos são menores não têm lugar a nenhuma indemnização, sendo que uma boa parte deste tipo de sinistros raramente chegam a ser participados às companhias de seguros.  

No que respeita aos tipos de franquia existentes, elas podem ser:  

  • Obrigatórias com a sua inserção a ter de constar dos dados da apólice; 
  • Facultativa, dando a possibilidade de escolha ao segurado de decidir entre as várias opções existentes; 
  • Fixas onde o valor referente a elas, é totalmente independente do valor do dano ou capital segurado; 
  • Variáveis, onde os montantes são flexíveis tendo em conta os danos causados; 
  • Absolutas, cujos valores são sempre deduzidos seja qual for o montante a indemnizar; 
  • Relativas, que ficam dependentes do valor calculado para a indemnização; 
  • Numerárias, ligadas a valores monetários;
  • Temporais, entrando aqui o factor tempo com elemento principal em vez de se estabelecerem valores. 

Pelo facto de uma franquia ser obrigatória ou facultativa isto significa que o valor da mesma pode ser objecto de negociação entre o tomador e a companhia de seguros, podendo-se optar por ter um valor fixo ou variável em forma de percentagem do capital seguro ou tendo em conta o dano causado.  

Um caso prático em que esta situação pode ocorrer em que é aplicada a percentagem:  

Suponhamos que efectua a aquisição de um automóvel, cujo preço de compra tenha sido de 18 mil euros em que o seguro prevê uma franquia de 2,5%

Na prática isto significa que os prejuízos até ao valor de 450 euros vão ter de ser assumidos pelo cliente. Apenas em casos cujo valores dos danos sejam superiores ao limite enunciado, ficam da responsabilidade da seguradora.  

Perante isto tudo, quais são na realidade as vantagens e desvantagens de fazer um seguro sem franquia? 

As vantagens da celebração de um seguro automóvel sem franquia são de dispor das coberturas associadas que o tornam mais seguro em termos de possíveis encargos extraordinários que o tomador venha a ter, uma vez que nas situações em que seja declarado como culpado em caso de acidente automóvel, os danos do seu veículo e do veículo acidentado com o seu não coloca nenhum dos envolvidos como co-responsáveis dos encargos decorrentes desse sinistro 

Já no que refere às principais desvantagens, estas refletem-se na relação preço-benefício da seguradora em abranger por completo o pagamento do prejuízo causado, tornando o seguro sem franquia mais caro. 

Aqui o custo vai sempre estar dependente do valor comercial do automóvel, levando em conta características como: preço de compra do veículo e a idade, cujos dados podem ser consultados em tabelas oficiais.  

Não sendo uma opção muito apelativa para a seguradoras, estas podem subir o preço do seguro ou então evitam fazer o seguro sem franquia. 

Assim, nos primeiros anos de vida do carro, o seguro sem franquia pode compensar de modo a deixar o condutor mais descansado, principalmente se a viatura tiver sido adquirida com um preço muito alto.

Ainda assim, vai chegar uma altura em que o condutor terá de pesar os prós e contras deste tipo de seguro como forma de perceber se vale a pena continuar a manter um seguro sem qualquer tipo de franquia ou então aderir a outro seguro que preveja lhe vá trazer mais compensações, sobretudo a nível económico.  

Partilhe este artigo
Etiquetas
  • #seguro automóvel
Tem dúvidas sobre o assunto deste artigo?

No Fórum Finanças Pessoais irá encontrar uma grande comunidade que discute temas ligados à Poupança e Investimentos.
Visite o fórum e coloque a sua questão. A sua pergunta pode ajudar outras pessoas.

Ir para o Fórum Finanças Pessoais

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *