IRS

Sabe o que é o Englobamento do IRS?

Ao falar-se em IRS, sabe de que se trata o englobamento? Neste artigo explicamos este conceito simples para que possa aplicar nas suas contas a fazer o IRS.

Autor Externo Autor Externo , 21 Fevereiro 2020

Quando se fala de IRS, ficamos sempre atentos às várias notícias que lemos e ouvimos. É importante para as famílias portuguesas terem controlo das suas finanças pessoais e saber o que contar no IRS é fundamental.

Ao falar-se de IRS, ouve-se falar de Englobamento de IRS. Neste artigo fique a saber em que consiste o englobamento, bem como a taxa cobrada em sede de IRS para quem escolhe este regime de tributação. 

O que é o Englobamento de IRS?

O englobamento de rendimentos em sede de IRS trata de juntar os vários rendimentos que alguém possui, proveniente de diferentes fontes de receita e tributá-los a uma mesma taxa, que atualmente se cifra nos 28%. 

O código do IRS prevê que para distintos rendimentos, tem de haver diferentes taxas de tributação consoante o montante global desses mesmos rendimentos. Ao serem tributados de forma separada, há uma certa autonomia na taxa a aplicar, sem bem que o englobamento é mais direcionado e vantajoso a quem possui rendimentos menores. 

Que rendimentos podem ser alvo do englobamento no IRS?

Praticamente todos os rendimentos quer provenham de trabalho dependente, quer sejam auferidos por via do trabalho realizado de forma independente, ou seja, por conta própria

A juntar a estes, podem ser sujeitos ao englobamento os rendimentos  de capitais ou prediais, obtenção de lucros através de dividendos ou mesmo seguros financeiros. 

A diferença das taxas aplicadas no englobamento para as restantes taxas de IRS é que enquanto que na generalidade de tributação as taxas têm em conta os escalões de rendimentos, sendo por isso taxados com base na progressividade, no englobamento só há uma taxa liberatória. 

Englobamento ou Tributação Autónoma?

A decisão é sempre do contribuinte tendo em conta o seu nível de rendimentos e se compensa mais englobar os referidos rendimentos ou os mesmos serem sujeitos à tributação autónoma. 

Por exemplo, quer os rendimentos de capitais ou prediais são taxados a 28% se forem tributados numa base autónoma de IRS. Caso o contribuinte decida optar pelo englobamento destes rendimentos, a taxa sobre para o limite legal que de 48%.

Com a mais recente reforma fiscal de que o IRS foi alvo, os contribuintes passaram a ter de englobar os rendimentos pertencentes a uma mesma categoria. 

O englobamento pode trazer vantagens para quem trabalha por conta de outrem e ao mesmo tempo possui um imóvel arrendado. Neste caso específico, o englobamento pode ser a melhor alternativa. Tendo em conta os rendimentos auferidos através do trabalho dependente e independente, os mesmos podem ser tributados a uma única taxa de 28% sendo incluídos na mesma Categoria A.

Neste caso o contribuinte pode ainda deixar de fora para serem tributados à taxa liberatória os dividendos que tenha obtido proveniente do arrendamento uma vez que também aqui existe a possibilidade da tributação ser o passo mais indicado. 

Ler mais: 5 conselhos Doutor Finanças para submeter o seu IRS

Englobar compensa?

Na altura de optar ou não pelo englobamento, simule todos os rendimentos que possui, para verificar se este regime compensa-lhe.

O englobamento tem as suas vantagens e desvantagens. Para quem aufere menos rendimentos, o englobamento pode ser uma boa opção. 

Caso a taxa que lhe seja aplicada, for inferior a 28%, então se calhar englobar os rendimentos pode até compensar. 

Lembre-se que aos rendimentos recebidos devem ser cruzados com as deduções que tem de fazer, sempre informando qual a sua taxa de IRS pois ela é aplicável de acordo com o escalão de progressividade de recebimentos em que se encontra. 

O englobamento dos rendimentos no IRS obedece a critérios bastante especiais e cabe ao contribuinte decidir se compensa ou não escolher este método de tributação. Simule, faça as contas e decida pelo melhor caminho. 

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