Crédito

Créditos e Penhoras – Tudo Tem Solução

Tem incumprimentos e atrasos nos seus créditos e parece-lhe que não há solução?

João Raposo João Raposo , 12 Junho 2015 | 32 Comentários
Tem incumprimentos e atrasos nos seus créditos e parece-lhe que não há solução? Saiba que na relação com os bancos tudo tem uma solução, mesmo que a situação pareça impossível. Veja neste artigo as soluções ao seu dispor para a solução de problemas financeiros.

Um atraso pode não ser um incumprimento de crédito

O incumprimento de uma prestação é algo que o banco ou instituição financeira reporta à Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal. No entanto, um atraso na prestação não é necessariamente um incumprimento. Um devedor pode atrasar o dia de pagamento da prestação e esse atraso não ser reportado ao Banco de Portugal. É necessário que fique sem pagar uma prestação mensal. Atenção que mesmo assim os atrasos têm custos associados, pois é cobrado ao devedor juros de mora que somam ao valor da prestação mensal.

O incumprimento de crédito não é uma desgraça

Não defendemos que incumprir com os nossos compromissos é algo bom. Aliás, irá pagar juros e penalizações que certamente não gostará. A consequência mais direta do incumprimento é ficar reportado no mapa do BDP e isso ser fator inibidor de acesso a novos créditos. Mas assim que regularizar o atraso, ou que chegar a acordo com o credor, a denominação “incumprimento” desaparece do mapa e poderá ter, de novo, acesso ao crédito. Tenha atenção que o mapa do BdP reporta sempre a um mês atrás daquele em que se encontra. sad-659422_1280+1

Níveis de incumprimento prolongados levam a penhoras

A expressão popular “o tempo resolve tudo” não é um bom lema para quem está em incumprimentos, pois nestes casos o tempo agrava tudo. Há níveis de incumprimento que chegam a 8, 9, 10 meses e que acabam por seguir vias de execução coerciva. Ou seja, se o devedor tiver um salário este pode ser penhorado o que acaba por implicar numa redução do seu vencimento em 1/3 do valor (até ao limite do valor do salário mínimo nacional).

Penhoras que nunca mais acabam

Quando alguém fica com o seu salário penhorado tem ainda maiores dificuldades em cumprir com as outras responsabilidades de crédito. Nesta situação um credor que não veja a dívida a ser paga pode ficar em “fila de espera” para ser o próximo a penhorar o salário do devedor. Pode acontecer que quando terminar o prazo da penhora de uma dívida comece logo outra referente a outro credor. Há situações tão dramáticas que pode levar uma pessoa a ter o seu salário penhorado até ao final da vida.

Que soluções?

1285566_30146416+1 Lendo os parágrafos anteriores pode parecer que cada vez é mais difícil encontrar uma saída para estas situações. Mas a verdade é que tudo tem solução. É possível acabar com dívidas difíceis. Não nos podemos esquecer que os bancos têm como missão fazer negócio. E isso não é escândalo nenhum. O problema é quando a sociedade olha para os bancos como agentes que estão no mercado para nos ajudar. Os bancos não ajudam. Os bancos fazem negócio! Se não consegue chegar a acordo com os bancos pode fazer sentido chegar a acordos judiciais. Neste caso, os agentes judiciais não vão procurar fazer negócio, mas sim fazer justiça. Se um devedor está num nível tal de incumprimento, em que o seu salário está penhorado para os próximos 10, 15 ou 20 anos, se já não tem qualquer património para vender de forma a libertar-se das dívidas, então poderá recorrer a um Plano de Pagamento Judicial para Pessoas Singulares ou mesmo à Insolvência Particular. Será seguramente uma situação dura e pouco desejável, mas é uma forma real de acabar com as suas dívidas. Se quiser ver o seu processo analisado em maior detalhe não hesite e conheça o serviço de renegociação de créditos do Doutor Finanças.
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36 comentários em “Créditos e Penhoras – Tudo Tem Solução

  1. caro amigo.
    por motivos de a meo nao ter cancelado o contrato quando pedi.
    vem agora pedir que page o valor exatamente do tempo em que se esqueceram do cancelamento, 300 euros
    o que pergunto e o seguinte,eu vivo em casa dos meus pais.
    apesar de ter 50 anos,vivo com eles.
    a minha pergunta e se podem entrar na casa da minha mae e executar bens pertencentes a minha familia?
    tipo levarem as coisas do meu filho com comprovativo de compra em nome dele,ou assim?
    tambem nao entendo porque e que o tribunal nunca me alertou…
    esta divida da meo tem mais de 10 anos,e mesmo assim nao desistem.
    eu nao tenho bens,nem qualquer fonte de rendimento.
    desde ja agradeço a ajuda,desejando a todos muita PAZ.

    1. Olá, Paulo.

      Dado que as dívidas relacionadas com telecomunicações prescrevem ao fim de 6 meses, pode tentar invocar a prescrição da mesma junto da entidade que lhe está a fazer a cobrança.
      Mas sem mais detalhes não é possível dizer se tem direito à prescrição ou não (nomeadamente, por exemplo, fala em tribunal, pelo que é possível que o processo já tenha passado essa fase).

      Em qualquer caso, havendo dúvida quanto à propriedade dos bens, eles não podem ser arrestados, não.

      Quanto ao resto, recomendo a consulta de um advogado para lhe indicar o melhor caminho a tomar para o seu caso concreto. Apresente-lhe toda a informação possível, nomeadamente, datas em que foi contactado, por quem, com que objetivo, etc.
      Se não puder custear o apoio judicial, pode tentar pedir ajuda para esse efeito junto da segurança social.

  2. Olá boa noite,

    A minha dúvida é durante quanto tempo tenho de esperar para poder voltar a fazer um crédito. No MRC não consta dividas nenhumas no meu nome e não consigo fazer lado nenhum.

    1. Olá, Bruno.

      Há vários fatores que podem levar a uma recusa de aytribuição de crédito. O melhor mesmo é tentar saber o fundamento para essas recusas junto das instituições a que tem tentado recorrer…

  3. Estou a pagar a entro justiça de uma dívida ao banco a minha ficha do banco de Portugal está limpa mais foi comprar um carro. E nao tive credido onde estou a pagar sempre direito a prestação

  4. Eu contrai um crédito com o banco credibom em 2007 e em 2008 estava com dificuldade e sérios problemas de incumprimento. A credibom ligava mas a partir de 2009 não recebi mais nenhuma carta e telefonema. Este ano depois de mudar de residência e atualizar os meus dados pessoais no banco de Portugal recebi uma carta da empresa servtdet a informar que tinha uma dívida desde 2012 com a prime credit, que o banco credibom tinha passado as cobranças. Nessa carta era assinada por uma advogada, ao qual liguei e o colaborador que me atendeu informou que tinha essa dívida nas que se efectuasse o pagamento de tudo beneficiava de um perdão de 50%do valor total. Assim foi-me transmitido que enviar – me – iam um recibo de quitação relativo ao pagamento e como comprovativo.
    Desta forma liquidei o valor proposta a 18 de Outubro e aguardo o envio do recibo até ao dia de hoje e nada.
    O que devo fazer perante esta situação?

    1. Olá Cláudia,
      O primeiro passo a dar é mesmo contactar a empresa e perguntar quando poderá esperar receber o recibo de pagamento do valor que já entregou.

  5. Em 2004 comprei uma casa com pedido de credito ao banco de 110.000,00€.
    Em 2011, entreguei a casa ao banco por incumprimento no pagamento das mensalidades, através da dação em cumprimento, devido ao elevado aumento de juros, desemprego do cônjuge e de redução de salário.
    Em 2018, a casa foi vendida pelo banco por 85.800,00€, isto que consta na notificação que recebi, mas, eu vi a casa à venda por 89.000,00€ no custo justo, mas o que conta é a da notificação.
    Agora eu tenho uma penhora no meu vencimento no total de 98.000,00€, tendo ainda, antes disto, em Maio de 2018, sido penhorado o IRS que eu iria receber de cerca de 1.200,00€, referente ao ano de 2017.
    Agradecia o vosso apoio, pois, não tenho recursos para procurar um advogado.

    1. Boa tarde,
      A nossa empresa não dispõe de serviços de advocacia para acompanhamento de processos de penhoras, perante o que nos refere, aconselhamos que contacte a segurança social para validar a forma como poderão auxiliar.
      Estamos ao dispor.

  6. Boa noite
    Eu estou muito enrascada.
    Eu estava já em acordo com o banco para o pagamento em prestações de um atraso no pagamento da casa. Acontece, que eu cumpri esse valor, mas esqueci-me por completo de regularizar os juros.
    Agora veio um Agente de Execução á minha porta afixar um edital de penhora.
    O que devo fazer neste caso?
    Eu estava quase quase a pagar todo o atrasado correspondente ao valor do acordo que fiz com o banco.
    Agora tenho medo de pagar e acabar por ficar sem o imóvel na mesma.
    Poderia dar me um concelho sobre o que fazer neste caso? Porque eu sei que consigo regularizar os juros agora, e todo atrasado em Dezembro.
    Mas tenho medo de perder tudo. Não tenho advogado, se investir num advogado acabo por não conseguir pagar a minha divida.

    1. Boa tarde Sandra Silva,
      Aconselhamos que fale de imediato com o agente de execução e proponha o pagamento integral do que tem em atraso para que lhe possam retirar as penhoras.
      Estamos ao dispor,
      Obrigada.

  7. Boa noite.
    Tenho uma dívida, que está em incumprimento, há já alguns anos, e o meu nome esta no BP.
    A minha dúvida, e que o valor que aparece no mapa de responsabilidades de crédito é um e na financeira apresentam me um 40x maior.

    1. Boa tarde David Daniel,
      Agradecemos o seu comentário.

      Existe um conjunto de informação que não dispomos que nos permita perceber qual o real motivo da diferença entre a divida na financeira e o que está reportado junto do Banco de Portugal, no entanto, deverá ser referente aos juros de mora e encargos gerados no decorrer dos anos em que se encontra em incumprimento.
      Recomendamos que solicite à Financeira uma declaração de divida, onde deverá vir descriminado os valores que perfazem o valor global que lhe referem estar em divida.

      Qualquer questão inteiramente ao dispor,
      Obrigada.